Casos recentes de violência contra animais, como o que chocou o país em Florianópolis envolvendo o cão comunitário conhecido como “Orelha”, escancaram uma realidade que precisa ser enfrentada com seriedade: o desrespeito à vida não surge do nada. Ele é aprendido, ou tolerado, desde cedo.
Mais do que apontar culpados, é fundamental olhar para a raiz do problema e refletir sobre o papel da família e da sociedade na formação de crianças e adolescentes. Animais não são objetos, brinquedos ou alvos de crueldade. São vidas. Sentem dor, medo, fome e afeto. Cachorros, gatos, pássaros e tantos outros convivem diariamente conosco, dividem ruas, praças, casas e bairros, e dependem, muitas vezes, da responsabilidade humana para sobreviver com dignidade.
Ensinar isso às crianças não é um detalhe na educação: é um valor essencial.
A conexão entre empatia e responsabilidade
O respeito aos animais está diretamente ligado à empatia. Uma criança que aprende a cuidar de um animal, a respeitar seus limites e a compreender sua fragilidade desenvolve senso de responsabilidade, compaixão e cuidado com o outro.
Da mesma forma, quando a violência contra animais é banalizada ou tratada como “brincadeira”, abre-se espaço para comportamentos cada vez mais agressivos, que não se limitam ao mundo animal.
O papel central da família
Pais, mães e responsáveis têm um papel central nesse processo. Educar pelo exemplo é o primeiro passo. Atitudes simples constroem referências sólidas, como:
- Não incentivar maus-tratos;
- Explicar que abandonar, ferir ou assustar um animal é errado;
- Mostrar respeito no dia a dia.
Conversas francas, adequadas à idade, ajudam crianças e adolescentes a compreenderem que toda vida importa.
Responsabilidade coletiva e cidadania
A escola, o poder público e a comunidade também são parte dessa responsabilidade coletiva. Projetos de educação ambiental, campanhas de conscientização e políticas de proteção animal reforçam a mensagem de que o cuidado com os animais é uma questão de cidadania. Uma sociedade que protege seus animais é, inevitavelmente, uma sociedade mais humana.
O episódio que gerou comoção nacional não pode ser esquecido, mas precisa servir como alerta. Não apenas para punir, mas para educar. Para lembrar que o respeito começa nas pequenas atitudes, nos ensinamentos diários e nas escolhas que fazemos dentro de casa.
Cuidar dos animais é ensinar sobre limites, empatia e convivência. É formar cidadãos mais conscientes, responsáveis e solidários. E esse aprendizado, fundamental para o presente e o futuro, começa cedo, começa em casa.
Compartilhe este artigo e ajude a espalhar a cultura do respeito e da empatia em sua comunidade. O cuidado com a vida animal é um dever de todos!
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