Há meios, nem tão complicados assim, para checar uma notícia antes de acreditar e sair compartilhando, o que pode trazer consequências jurídicas
Na coluna anterior, comentamos aqui sobre a sofisticação da inteligência artificial a serviço da produção e da distribuição de conteúdos mentirosos pela internet. Dias depois, um estudo trouxe dados que confirmam o perigo dessa nova tecnologia na geração de notícias falsas, as fake news, problema que se torna mais grave ainda em ano eleitoral, como 2026.
O estudo, denominado “Panorama da Desinformação no Brasil”, mostra que em um ano (de 2024 para 2025) cresceu em 308% o número de fake news feitas com uso de inteligência artificial. O levantamento é do Observatório Lupa, projeto da agência de notícias e de checagem Agência Lupa.
Aliás, seguir a Agência Lupa nas redes sociais e acessar com frequência o site da instituição é uma boa dica para se prevenir contra fake news. Mais ainda: para não correr o risco de sair por aí compartilhando mentiras, contribuindo, ainda que involuntariamente, com pessoas e grupos carregados de má-fé, má intenção, interesses obscuros, praticantes de crimes.
Algumas checagens recentes da Agência Lupa mostram como uma parte considerável das fake news são tão absurdas que, de cara, é possível no mínimo desconfiar delas. Aqui uma pequena amostra das mentiras que andaram circulando:
- Fake news criminosas contra Marielle Franco, nestes dias em que tivemos o julgamento e a condenação dos mandantes do assassinato;
- A foto falsa do técnico da seleção brasileira, Antônio Ancelotti, “beijando três mulheres” no Carnaval;
- Falsa também a absurda notícia de que o governo proibiu o uso de chapéu no campo;
- Outra mentira sobre o governo: a de que taxou em 44% aluguéis da temporada;
- Há alertas falsos circulando sobre mpox e npah, e mentirosa notícia de que em Belo Horizonte há hospital superlotado de pacientes dessas doenças.
A lista vai longe. Você pode conferir toda ela acessando:
https://www.instagram.com/agencia_lupa/
Conteúdos mentirosos e fake news contêm, na maioria das vezes, teor que podem se configurar em injúria, calúnia, difamação, racismo, xenofobia e homofobia. Tudo isso é crime.
Especialistas em Direito costumam alertar que não só produzir, como também distribuir e compartilhar esses discursos se caracterizam como crime. Portanto, além da responsabilidade social, checar o teor de uma mensagem que chega por WhatsApp, Instagram, Facebook, TikTok ou YouTube, antes de sair compartilhando, é providência para se proteger também de estar praticando, ainda que sem querer, uma ilegalidade.
Mais informações sobre o estudo da Agência Lupa podem ser obtidas em:
https://www.agencialupa.org/
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