Você já observou suas emoções enquanto rolava o feed pelas redes sociais?
Você já observou suas emoções enquanto rolava o feed pelas redes sociais? A situação de ler ou assistir uma matéria e ser tomado(a) por fortes emoções tem sido uma experiência muito comum.
A “navegação” na internet que antes costumava ser destinada à pesquisa, comunicação e entretenimento, apresenta hoje uma nova função, a de nos fazer sentir algo. Ao menos é o que o nosso cérebro procura toda vez que nos leva de forma quase automática a abrir o feed.
Vejo crescer a quantidade de páginas que utilizam mecanismos que prendem nossa atenção e nos estimulam a interagir. Isso tem sido chamado de “rage bait” (isca de raiva, em português). São um conjunto de características que misturadas nos prendem por mais tempo na tela e nos deixam em um estado emocional bastante intenso. Os “posts” costumam incluir notícias de tragédias, violência, polêmicas e muitas vezes aparecem de maneira distorcida ou exagerada.
A questão que me interessa nesse ponto é que se possa utilizar esse fenômeno como um laboratório ou um playground de emoções e, quem sabe, treinar uma espécie de autorregulação.
É claro que podemos simplesmente escolher só os conteúdos que disparem boas emoções, como animais fofos, bebês, pegadinhas, ações beneficentes, salvamentos etc.
Acontece que por razões evolutivas é muito difícil evitar os conteúdos que nos produzem emoções negativas. Instintivamente essas sensações são como alertas de perigo e nosso cérebro está sempre disposto a perceber e se envolver profundamente com isso.
Possuímos uma tendência natural ao negativo e as redes sociais já perceberam há muito tempo.
Então, entre desinstalar as redes ou se afundar por várias horas nesses conteúdos, talvez seja mais interessante aprender a identificar como nos sentimos em cada post.
Em um fluxo normal de consciência deixamos de captar muitas informações que passam por nós “em segundo plano”, quase de forma inconsciente, dessa forma, o exercício é mais simples do que parece, envolve um breve olhar para dentro ao se questionar “o que estou sentindo com isso?”, “o que posso fazer com essas informações ou emoções que surgiram?”, “quanto isso já me impactou ou pode impactar?”, “devo continuar assistindo?”.
Mais do que uma pequena pausa no feed infinito, temos a chance de dialogar com emoções que estão sempre ali, mas não percebemos, e poder aprender um pouco mais sobre nós.
O benefício final pode ser um algoritmo mais treinado e ou um autoconhecimento posto em prática: um colega me disse que reduziu bastante o uso das redes e limitou os conteúdos de catástrofes de trânsito antes de uma longa viagem de carro para a qual estava se preparando, assim, pode diminuir sua ansiedade e viajou com mais qualidade.
E você, como você tem reagido ao mundo que enxerga através da tela de seu aparelho?
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Artigo: Lucas Grabarski – Portal Caderno
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